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m e u s [entries|archive|friends|userinfo]
ahundredlies

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i will dive into my sleep. [Nov. 7th, 2009|12:11 pm]
Às vezes eu me pego culpando dolorosamente os olhares desconhecidos por não serem exatamente quem eu gostaria que fossem.

Algumas pessoas são inúteis.
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. [Nov. 6th, 2009|10:54 pm]
i'm waiting and staying awake
i'll never know if i'll go to sleep
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... [Oct. 27th, 2009|09:59 am]
though dreams can be deceiving
like faces are to hearts
they serve for sweet relieving
when fantasy and reality lie too far apart

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às vezes é bom acordar com o pé esquerdo... [Oct. 22nd, 2009|02:46 pm]
Eu adoro quando os dias começam mórbidos e ao longo das horas vão se transformando no avesso. Adoro quando as minhas expectativas negativas, o meu pessimismo insistente e a minha teimosia se vêem perdidas entre resultados agradáveis e situações completamente repentinas que dão mais do que certo. Eu amo os acasos distraídos que são responsáveis por sorrisos quase secretos, que ninguém percebe. Amo o inesperado que leva egoistamente todos os pensamentos que ocupam a mente, como uma brisa quase sem força,  bagunçando as ânsias e os cabelos... e em segundos  nem lembro mais o que me preocupava.

Eu não quero mais planos, quero só esses segundos desconhecidos que nunca mais são os mesmos depois que você respira dentro deles...
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Dear darkness, [Oct. 19th, 2009|10:14 pm]
As palavras escorrem pelos meus dedos e pela minha língua sem controle. Os meus olhos não são os mesmos, as mãos voltaram a tremer e o choro infantil dura noites inteiras. Os tormentos debruçaram-se sobre mim e não há nada que a sanidade aflita, agora mera refém,  possa fazer para evitar. Imagens tornaram-se borrões e o gosto que predomina aqui dentro é amargo. É inacreditável ser duas pessoas diferentes ao mesmo tempo. É desesperador me assistir, perplexa, rodeada de pensamentos incoerentes, e ao mesmo tempo tentar me desvencilhar dos nós que eu mesma armei.

Nessas horas o aperto que arranca o meu fôlego parece ser infinito. As soluções estão distantes e são impossíveis. Os problemas, inventados na maioria das vezes, quebram-se aos meus pés em pedaços eternos e irremediáveis.  As suas palavras se perdem dentro das minhas veias, contaminadas pelos dias do mês e pela sombra do lado de lá.

Eu não quero arruinar nada, não quero me enlouquecer e nem enlouquecer você. Quero que os dias de hormônios insanos passem enquanto os meus olhos estão fechados e ainda inofensivos. Quero minhas ilusões intactas e perfeitas de volta.


and the words tightening
the words are tightening
around my throat
.







Current Mood: 
Tensão Pré-Menstrual.

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como eu queria. [Oct. 19th, 2009|06:17 pm]
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.



C. D. A.
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slave of sensation [Oct. 18th, 2009|09:59 pm]
Só para não perder o costume: eu nunca me acostumo. Eu dou milhares de voltas tentando esquecer, contornar, superar, engolir, mas obviamente não consigo, acima de tudo porque se trata de... mim. Eu nunca vou encontrar sossego concreto, no máximo alguns alívios periódicos. Vivo num vai-vem incessante entre uma tranquilidade dormente e um desespero enlouquecedor. Não sei medir. Não sei esperar. Não sei dosar. Não tenho um pingo de controle, meu bem. O pouco nem cócegas me faz. As indecisões, incertezas e dúvidas me atormentam extraordinariamente, mas eu as persigo sem pensar duas vezes.

porque eu desejo impossivelmente o possível... 






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O que há [Oct. 16th, 2009|08:37 pm]
    O que há em mim é sobretudo cansaço — 
    Não disto nem daquilo, 
    Nem sequer de tudo ou de nada: 
    Cansaço assim mesmo, ele mesmo, 
    Cansaço. 

    A sutileza das sensações inúteis, 
    As paixões violentas por coisa nenhuma, 
    Os amores intensos por o suposto em alguém,  
    Essas coisas todas — 
    Essas e o que falta nelas eternamente —; 
    Tudo isso faz um cansaço, 
    Este cansaço, 
    Cansaço. 

    Há sem dúvida quem ame o infinito, 
    Há sem dúvida quem deseje o impossível, 
    Há sem dúvida quem não queira nada — 
    Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles: 
    Porque eu amo infinitamente o finito, 
    Porque eu desejo impossivelmente o possível, 
    Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,  
    Ou até se não puder ser... 

    E o resultado? 
    Para eles a vida vivida ou sonhada,  
    Para eles o sonho sonhado ou vivido, 
    Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...  
    Para mim só um grande, um profundo, 
    E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,  
    Um supremíssimo cansaço,  
    Íssimo, íssimo, íssimo, 
    Cansaço...



___
A.de C.

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(no subject) [Oct. 9th, 2009|11:18 pm]
Quem está postando aqui é Thais Machado ( http://brownbubbles.livejournal.com/ ).

Gostaria de informar aos leitores que a mudança nesse layout foi de minha autoria.
Portanto, os créditos sao meus.

Estou postando aqui porque a Bia é uma mal agradecida que nao presta nem pra fazer um desenho que eu pedi há dois anos.

Beijosmeliga.
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Incandescente [Oct. 9th, 2009|09:58 pm]

Quero roubar-te a alma
Por isso te devoro o corpo
Querendo encontrá-la
Querendo agarrá-la
Em algum canto secreto
Que a minha mão ainda não tocou
Em algum canto secreto
Que a minha boca ainda não beijou


Então prendo-te nos braços
Saboreando aos pedaços
Respiro na tua boca
Perguntando na tua língua
Onde guardas a alma
Que ainda não a vi?
E tu respondes sorrindo
Apertando-me nos braços



Depois do grito final
Depois da entrega total
Depois do grito final


- Não a tenho. Está em ti.

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i take my ride in melodies and bees and birds [Oct. 8th, 2009|11:44 pm]
Por mais que os dias sejam turbulentos e desvairados quando você está por perto, e os meus pensamentos nos torture tão irremediavelmente, eu acabo de perceber o quanto é vazio e sem graça quando não leio as suas letras distantes. É angustiante não sentir a angústia desses meus pensamentos tentando adivinhar os seus. Eu me acostumei com cada falha, cada dúvida, cada certeza aflita. Agora eu sou tão sua quanto você é meu. E eu não me importo muito com os meios e as condições dessa confusão em que nos metemos. Não é mais essencial ou necessário questionar as suas intenções ou o seu rosto.
Eu simplesmente gosto muito de onde estamos.





pode ser cruel a eternidade
eu ando em frente por sentir vontade


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asleep in the sand with the ocean washing over [Oct. 6th, 2009|10:14 pm]
Eu tinha esquicido a graça de estar de lado de dentro, embora na maioria das vezes os segundos gastos com o silêncio daqui custem a minha sanidade momentânea. Separar o que eu penso do que eu vejo e ouço é uma tarefa inacreditavelmente penosa para mim. A minha intuição sabe de coisas que eu não quero ver. Mas isso aqui é suficiente. Eu não preciso de mais nada além das minhas próprias respostas inventadas. E eu não quero saber de outras mãos, outros olhos, outros passos. O meu reflexo nunca mente diante dos meus olhos.

As minhas vontades infinitas nessa direção tão alucinadamente dolorosa não fazem nenhum sentido e eu não preciso tocar essas dúvidas para saber que o gosto pode não ser bom. Mas eu não me importo com mágoa alguma e cada centímetro de incerteza eu engulo sem remorso. Porque eu quero. Muito.

Eu quero.


 
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(no subject) [Sep. 30th, 2009|09:17 pm]
that's why you're on your own tonight with your triumphs and your charms - while they are in each other's arms.

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(no subject) [Sep. 30th, 2009|07:31 pm]
Há uma certa graça inexplicável nessas conversas aleatórias e vazias que tenho com pessoas desconhecidas. Acontece que elas não têm oportunidade, devido ao curto tempo, de causar incômodo algum, fazer qualquer merda imperdoável ou acabar te fodendo, apenas com aquela conversa de cinco minutos na fila de alguma coisa ou em algum banco ao acaso. Elas permanecem afastadas demais para serem miseráveis, há essa barreira invisível que nos torna intocáveis, ambos, e faz com que não seja possível que qualquer dor seja causada. 

Mas só os totalmente desconhecidos são capazes dessa graça incrível, aqueles que nunca vimos, nunca soubemos da existência. Aqueles que não conseguimos imaginar a voz e esperamos ansiosamente para que comentem sobre um dia nublado e sem graça, não porque nos importamos com eles, mas porque matar a curiosidade é uma necessidade incontrolável. 

É tão fácil quando partirem ou não é indeferente...
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(no subject) [Sep. 26th, 2009|05:41 pm]
[Current Mood |menstruação.]

you will remember when this is blown over,
and everything's all by the way,
when i grow older,
i will be there at your side,
to remind how i still love you







i still love you

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(no subject) [Sep. 24th, 2009|11:00 pm]
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.


F P

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(no subject) [Sep. 19th, 2009|10:44 pm]
[Current Music |Crying Shame - Muse]

Um dos sentimentos mais esquisitos é quando você acaba descobrindo reações desconhecidas em pessoas que você já havia construído a imagem impecável na cabeça. Aquela coisa inevitável de adivinhar o tipo de atitude, as manifestações diante de situações cotidianas, o tipo de merda que podem fazer, as frases brilhantes que podem falar... Mas as surpresas? As surpresas nem sempre passam sem nenhum tipo de distorção.

Então vamos lá. Senhores donos do retrato sem cor perfeito: enquanto um corria desesperadamente, agarrado com todas as unhas à pele e  aos pêlos do outro, ele andava insistentemente na margem, no limite, quase saindo da linha, desconfortável com a condição do momento, preso aos laços que lhe enfiaram goela abaixo e com o olhar intenso e frequente demais nessa direção aqui para ser mera distração, meu bem. Essa sua luta insana e cansativa, desgastante, desesperadamente monótona... ridícula, que se arrasta mas sempre teve forças para continuar é patética. É pobre, podre, inútil, vergonhosa. A misericórdia dos senhores é simplesmente degradante e a sua covardia é inacreditável.



Eu só não admito que esqueça de uma coisa: a culpa é nossa, rapaz, é nossa.

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(no subject) [Sep. 10th, 2009|11:45 am]
let's start over again
why can't we start it over again?

just let us start it over again

and we'll be good
this time we'll get it
we'll get it right

it's our last chance to forgive ourselves

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(no subject) [Sep. 8th, 2009|07:53 pm]
Você sabe exatamente quando há algo implicitamente contaminado no meio da sua tranquilidade postiça.

Quando os meus olhos não se satisfizerem mais apenas com os seus passos, as minhas mãos não se contentarem mais com a sua pele. Quando os meus dentes não procurarem mais os seus arrepios e a minha língua não quiser mais descobrir os seus gostos. Quando o meu corpo não se atormentar mais com a sua presença e os meus pés desejarem caminhar em outras direções. Quando os seus dedos não encantarem mais os meus fios e a sua voz não comover mais os meus ouvidos...

Os laços são coisas que se arruínam sem aviso prévio. De uma hora para outra você se pega olhando distraído para outras janelas e aí é tarde demais, porque os pensamentos não descansam enquanto não nos levarem ao limite da (in)sanidade. As linhas que ligam os nossos suspiros são tão incrivelmente tênues, efêmeras... mas não me diga que se quebram com qualquer brisa desconhecida. O fim é incontrolável, mas completamente e sempre perceptível.

Os meus olhos nunca se deixarão entorpecer por fantasmas alheios enquanto a certeza ainda estiver fincada em mim, nos meus ossos e até a medula. E eu nunca apontarei culpados fora de mim quando (e se) enfim não encontrar mais esses tormentos irresistíveis ao redor da sua existência.

Que covardia é ter pena dos fins e prolongar os dias de algo já sem vida, sem fôlego.



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(no subject) [Sep. 6th, 2009|08:00 pm]
Talvez seja uma visão muito pessimista, mas domingos pedem isso. Uma espécie de consolo é pensar que eu ainda vou me foder tanto nessa vida... problemas bem mais sérios do que esses, decepções bem mais irremediáveis e pessoas muito mais idiotas aparecerão. Seria impossível pedir pra que tudo desse certo agora, simplesmente não teria como. 







it's hard enough even trying to be civil to myself.

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